A guerra comercial!

Contentores (China/EUA)

A disputa comercial entre os E.U.A. e a China começou em Março de 2018 quando Donald Trump anunciou a imposição de tarifas a importações  oriundas de países terceiros. Num artigo publicado naquele mês salientamos  os perigos duma estratégia protecionista que poderia (e poderá) provocar uma crise económica à escala mundial.

Donald Trunp Trade Bazooka (MR Online)

Desde então, temos vindo a assistir a diversas tomada de posições e retaliações, particularmente entre os E.U.A. e a China sendo a última divulgada ontem pela administração Trump:

Os E.U.A.passam a aplicar a partir do próximo dia 24 de Setembro uma taxa alfandegária de 10% sobre importações de bens chineses no valor de aproximado de 200 mil milhões de dólares, que se somam ao valor de 50 mil milhões de dólares já cobrados desde o início do ano. Mais ainda, esta taxa de 10% será agravada para 25% em 1 de Janeiro de 2019. Estima-se que metade das importações norte-americanas provenientes da China vão estar sujeitas a taxas mais elevadas.

Entretanto, o presidente norte-americano também afirmou que está disposto a negociar, desde que a China altere as suas práticas económicas, que considera desleais.

Por outro lado, o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, apelou esta quarta-feira ao apoio global ao livre comércio face à escalada nas disputas comerciais entre Pequim e Washington, suscitadas pelas políticas da China para o sector tecnológico.

Reitero, o meu comentário de Março passado. A estratégia adotada por Donald Trump é perigosa pois gera desequilíbrios económicos quer nas economias dos países quer nos diversos agentes comerciais envolvidos no comércio internacional, num curto espaço de tempo sem que estes tenham tempo de ajustar. Recorde-se que a Segunda Guerra Mundial foi o corolário da crise económica dos anos 30. Creio que temos o bom senso de impedir um conflito bélico…

Tal como demonstrei no artigo de Março de 2018 a economia Americana assenta no consumo interno sendo um importador voraz. Foi os E.U.A. que transferiram a sua produção para a China onde no seu momento os fatores produtivos, em particular a mão-de-obra eram (e são) mais baratos. Parece-me que Donald Trump quer inverter este caminho incentivando a produção doméstica em vez de proceder às importações oriundas de países terceiros. Em vez de respeitar as regras comercias estabelecidas por acordos bilaterais (onde os Estados Unidos são signatários) e incentivar a produção do seu próprio país Donald Trump segue o caminho das pedras. Oxalá me engane mas parece que mais cedo ou mais tarde a bolha vai rebentar (outra vez)… 

 

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